Aquecimento nas aulas de dança oriental

 

Todos sabem que o aquecimento é uma parte importante das aulas de práticas corporais como esporte, dança e artes marciais, pois prepara o nosso corpo para atividade física intensa. Como se trata de uma preparação, ao contrário do que muita gente pensa quando foca apenas em aumentar a temperatura corporal dos alunos, devemos lembrar que o aquecimento não deve gerar FADIGA. Ou seja, ele deve ser na medida certa para que aumentemos a temperatura corporal dos alunos sem que eles já fiquem cansados no começo da aula. Já errei muito neste quesito, e hoje em dia sei como lidar com o aquecimento de forma a deixar a prática mais prazerosa. Como saber se o meu aquecimento está cansando meus alunos? Faça testes em você mesmo! Antes de ensaiar, teste seu aquecimento e veja como se sente. Você deve terminar seu aquecimento com o corpo quente, porém não deve estar ofegante. Perceba sua respiração e seus músculos como reagem ao iniciar o ensaio. Lembre-se sempre que o corpo do profissional normalmente é mais bem preparado do que dos seus alunos, portanto considere que eles podem ficar um pouco mais cansados do que você.

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Irei compartilhar aqui meu aquecimento pessoal e o de aulas:

Pessoal:

1. Faço um alongamento dinâmico (exceto as costas, que necessito alongar de forma estática primeiro, depois dinâmico). Nesta etapa alongo o abdome também. Yoga é uma ótima forma de “get things going”. Além disso movimento a cabeça, ombros, mmss, mmii e quadril de forma confortável.

2. Realizo o repertório básico em alguma música, fazendo algumas repetições de cada movimento. Esta etapa, comparando com uma escovação dentária, seria o fio dental. Passe fio dental regularmente para deiar suas gengivas saudáveis e dentes limpos de verdade, e faça o repertório básico para deixar seus movimentos limpos também.

3. Inicio o ensaio. Músicas longas realizo 3 ou 4 repetições, músicas curtas 5 ou 6. São poucas, porém é feito com frequencia durante a semana, ou até diariamente. Finalizo com um alongamento estático como cool down.

Para as aulas:

  1. Conduzo-os a movimentar a cabeça, ombros, mmss, mmii, quadril, peito de forma leve, tranquila e confortável. É o momento que os alunos estão chegando no estúdio, ou em tempos de pandemia, eles poderiam estar deitados ou sentados antes da aula, pode ser que estejam muito tempo na mesma posição. Ou seja, acorde o corpo das pessoas com cuidado e carinho.
  2. Alongo mmss, mmii, quadril, braços de forma breve. Ou seja, fico poucos segundos em cada posição. O objetivo nesse momento não é ganhar flexibilidade, mas sim “acordar” os músculos. Falarei sobre flexibilidade em detalhes no próximo texto.
  3. Faço uma dança improvisada com movimentos básicos que estou utilizando nas aulas. Depois disso partimos para a aula em si.

Obrigada por ler, com carinho,

Aline Pires.

 

Aline Pires é bailarina e professora de dança oriental e tribal fusion, graduanda em Educação Física na UFSC.

Máximas do Judô e um breve texto sobre estudos e ensino, com um pouco de minha experiência.

Tirei esta foto na sala de artes marciais do CDS, UFSC, no ano passado, e sinto que vários princípios podem ser aproveitados para a dança. Estamos vivendo em um tempo no qual há alunos que fazem 1 ano de aula de dança do ventre e se colocam a participar de competição nível profissional, oferecem workshops e dão aulas regulares. Sem formação acadêmica ou sem formação profissional técnica, sem base e sem experiência suficiente como bailarino, desejando reconhecimento por algo que não fizeram ainda. Em minha época de amadora, em geral se tornava professor após ter pelo menos 10 anos de estudo. Eu acreditava ter começado muito cedo, com 6 anos de estudo e com curso de formação profissional. O tempo é relativo, mas o que você consegue aprender e estudar em 2 anos com muito esforço não é o mesmo que você consegue em 10 anos também com muito esforço, certo?  

É na sala de aula que se faz bailarina, na frente do espelho, como diz a mestra Jade El Jabel. Digo estudo em sala de aula como aluna regular de dança do ventre, não com outras modalidades. Muitos confundem isso, acreditando ser possível dar aula de dança do ventre porque têm experiência com outras modalidades e têm facilidade. A nossa modalidade é uma das mais ricas em cultura, em precisão técnica, em controle corporal, portanto, não desvalorize-a. “Uma bailarina clássica não subiria ao palco (profissionalmente) com pouco tempo de preparo, como acontece na dança do ventre.” Disse Samantha Emmanuel, bailarina inglesa de Tribal Fusion.

Resolvi estudar educação física para me sentir melhor qualificada para lidar com o corpo das pessoas, mas mesmo sem uma graduação na área da saúde, é necessário um curso técnico ou até informal que o prepare para isso. Um curso que tenha as disciplinas de anatomia, cinesiologia, biomecânica, fundamentos didático-pedagógicos, entre outros.

Precisamos orientar os alunos a terem paciência, e construírem sua técnica de forma sólida, sempre com humildade e disciplina, para não cometerem erros que no futuro causem arrependimento. 

Com carinho,

Aline Pires.

09/09 – Temporada Tribal

Temporada Tribal | 09/09/2017 | PANAMBI | 9h as 22h

Prepare-se para o Primeiro Festival de Dança Tribal de SC! A Temporada Tribal é uma parceria de Aline Pires e Cintia Vilanova, um festival com mostra de dança, feira tribal, show de gala e workshops com profissionais reconhecidas internacionalmente.
Venha fazer parte deste sonho!

Vagas para mostra ainda disponíveis

http://www.temporadatribal.com.br
info@temporadatribal.com.br